segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O que é um Colorímetro?

Um colorímetro é descrito geralmente como qualquer instrumento que caracteriza amostras de cores para obter uma medida objectiva das características da cor. Na química, o colorímetro é um aparato que permite que a determinação da absorvência de uma solução em uma frequência particular cores. Colorímetros tornam possíveis as verificações de concentração de um soluto conhecido, desde que esta seja proporcional à absorvência.

Diferentes substâncias químicas absorvem variadas frequências do espectro visível. Os colorímetros se baseiam no princípio que a absorvência de uma substância é proporcional à sua concentração, por exemplo uma solução mais concentrada dará uma maior leitura de absorvência. Pode ser utilizado um filtro em um colorímetro para seleccionar a cor da luz na qual o soluto tem absorvência máxima, de modo a maximizar a exactidão do experimento. Note que a cor da luz absorvida é a "oposta" da cor do espécime, então um filtro azul será apropriado para uma substância laranja. Sensores medem a quantidade de luz que passa pela solução, comparando com a quantidade que entra e um mostrador permite a leitura directa da absorvência ou de outra grandeza proporcional a esta.

Uma leitura quantitativa para a concentração de uma substância pode ser encontrada fazendo-se uma série de soluções de concentrações conhecidas do composto em estudo, obtendo um gráfico de absorvência x concentração, denominado curva de calibração. Pela leitura da absorvência de uma espécie na curva, um valor para sua concentração é encontrado.

Em outras aplicações, colorímetros são usados para caracterizar e corrigir resposta de cores em monitores de vídeo, ou por fotógrafos para calibrar as cores em uma impressora fotográfica.

Colorímetros também estão disponíveis para pessoas que sofrem de cegueira ou não conseguem enxergar uma certa cor específica, estes colorímetros anunciam o nome da cor baseados em medidas objectivas dos parâmetros das cores (ex: saturação, matiz, luminescência).

Contudo colorímetros são instrumentos muito básicos e simples tornando-se muitas vezes necessária a utilização de um espectrómetro para se obter valores mais precisos e exactos.

Funções do densitômetro

O densitometro tem várias funções, analisa e transforma em valores. As principais delas são:
Densidade da cor a medição da densidade da cor permite o ajuste da carga de tinta e a padronização da impressão. Ela deve ser medida nas tiras de controle. Na falta delas, a medição deve pode ser realizada em áreas chapadas.
Ganho de ponto, o ganho de ponto é o aumento na dimensão do ponto de retícula, inerente ao processo mecânico de impressão. A medição desse ganho determina como os pontos estão sendo reproduzidos, informação preciosa para a pré-impressão, que pode então compensar na geração dos filmes ou das chapas (CTP) o ganho de ponto da máquina impressora.
Muitos factores interferem no ganho de ponto, como carga de tinta excessiva, balanço de água/tinta, chapas, condições da impressora, tipo de tinta e de papel. O ganho de ponto deve ser medido em área de retículas e meios tons nos meios tons (retículas) e nos chapados.
Contraste de impressão, Ele está relacionado com o nível de detalhe da imagem impressa, quando comparado a à densidade. Ou seja, através do contraste pode-se determinar a maior densidade possível com o menor ganho de ponto. Quanto maior o contraste melhor o maior o número de detalhes observados impresso está sendo reproduzido (mais detalhes). O contraste deve ser medido nas áreas chapadas (100%) e nas áreas de retícula (75%).
Trapping O trapping é o percentual de aceitação da cor subsequente sobre a cor já impressa. Quanto maior o trapping maior a gama de cores que podem ser reproduzidas. Vários factores podem interferir nessa sobreposição: sequência de impressão, tack (pegajosidade) das tintas, estabilidade de tack, característica de transferência, intervalo de uma cor sobre a outra, velocidade de impressão, características do papel e da blanqueta.
O trapping é medido nos steps de 100% (sólidos) e nas sobreposições das cores (verde, vermelho e azul). Numa escala de 0 a 100%, resultados obtidos pelo densitometro menores que 75% já indicam problemas.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Padrões de côr
color chart

Os padrões de cor - color charts - são imprescindiveis para o Desktop Publishing.

Pantone

RAL

Policromia

Impressão a várias cores. A policromia mais usada é a quadricromia, que pode ser complementada com uma quinta, sexta cor, etc., – ou com vernizes de protecção.

Alternativamente, uma impressão pode ser feita com cores normalizadas pelo sistema Pantone

RGB (Red, Green, Blue)

Sistema de côr usado na captação e reprodução de cores em monitores.

Vermelho, verde, azul é o sistema de cor utilizado por monitores de PC, pelas televisões e máquinas fotográficas digitais. Estes aparelhos usam estas cores-base para compor todas as outras cores.

O sistema de cor usado na impressão de jornais, revistas, livros, etc. não é o RGB, mas o CMYK.

CMYK
  • Ciano / cyan

Azul normalizado, usado na im­­pressão em quadricromia. O C em CMYK.

  • Yellow / amarelo

Amarelo normalizado, usado na im­pressão em quadricromia. O Y em CMYK.

  • Magenta / magenta

Cor normalizada, usada na im­pressão em quadricromia. O M em CMYK.

  • K / Preto

Cor normalizada, usada na im­pressão em quadricromia. O K em CMYK.

HKS

Sistema de cores padronizadas, usado na Europa, especialmente na Alemanha. Usado na impressão.

O sistema HKS é uma forma de garantir uma impressão a cor 95%–100% estabilizada. Contudo, é mais caro imprimir com tons HKS do que com o sistema CMYK.

HKScontem 120 spot colours e 3250 tons, para papel brilhante (coated) e mate (uncoated paper).

HKS é a abreviação para três produtores de tintas alemães: Hostmann-Steinberg Druckfarben, Kast + Ehinger Druckfarben, and H. Schmincke & Co.

As cores HKS podem, à semelhança das cores Pantone, ser usadas em qualquer tipo de puublicação impressa, quano é necessário usar cores previsiveis e padronizadas.

As in the Pantone colour system, there are HKS colours that cannot be reproduced using the CMYK colour space, like bright orange or certain tones of blue.

The HKS colour system is based on the euroscale colourspace. It follows the guidelines of ISO 12647:2 2002 and the FOGRA Standards (such as Fogra27L).

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Doenças Oculares

O que são doenças oftalmológicas?
São as doenças dos olhos e do sistema visual. As doenças oftalmológicas provocam a diminuição da acuidade visual e podem, eventualmente, levar à perda de visão.

A diminuição da acuidade visual é causada, fundamentalmente, por defeitos refractivos passíveis de correcção óptica, como é o caso da miopia, da hipermetropia, do astigmatismo, da presbiopia e da retinopatia diabética.
As doenças oftalmológicas podem ser prevenidas?
A prevenção primária e a detecção precoce, bem como o acesso a terapêuticas cirúrgicas oftalmológicas, são determinantes para a redução da morbilidade das doenças da visão.

A maior parte da disfunção visual, tanto na criança como no adulto, pode ser prevenida através de um diagnóstico oftalmológico precoce.
O diagnóstico oftalmológico é feito por um médico oftalmologista.
Quem deve fazer um exame oftalmológico? E quando?
Crianças de alto risco: recém-nascidos que apresentem potencial para sofrer de retinopatia da prematuridade, as que tenham história familiar e/ou suspeita clínica de retinoblastoma, de cataratas infantis, de glaucoma congênito e de doenças genéticas e metabólicas;

Crianças até aos 2 anos e entre 2-5 anos: devem ter uma observação oftalmológica, através da participação em programas de rastreio oftalmológico;

Jovens e adultos (entre os 14 e os 45 anos) que apresentem sintomas e queixas de visão deficiente, traumatismo ou diabetes, devem realizar exame oftalmológico;

Todas as pessoas com idade igual ou superior a 40 anos devem fazer um exame oftalmológico periódico, pelo menos de quatro em quatro anos;

Todas as pessoas com elevado risco de desenvolvimento de patologia oftálmica: com base na história clínica oftálmica médica, história familiar e idade, mesmo sem sintomas, devem realizar um exame oftalmológico.

A visão tem um importante significado social, representando um meio de comunicação fundamental para a relação entre as pessoas e para a atividade profissional. Sabe-se, hoje, que, mais importante do que a acuidade visual em si mesma é o modo como cada pessoa utiliza a visão que possui (a visão funcional). A visão deve ser prevenida desde o nascimento e há meios susceptíveis de a melhorar.

Quais são as doenças oftalmológicas que podem causar perda de visão?
No adulto
Catarata
• Diabetes ocular
Glaucoma
• Doenças maculares.

Nas crianças
• Catarata congênita e infantil;
• Glaucoma congênito;
Estrabismo;
• Ambliopia;
• Retinoblastoma;
• Todas as doenças relacionadas com a prematuridade;
• Doenças genéticas;
• Doenças metabólicas.

Miopia
A imagem é focada à frente da retina e traduz-se por uma dificuldade de visão ao longe. Um olho míope é normalmente maior que o normal e é mais propenso a algumas doenças (ex. glaucoma, descolamento de retina, etc.). Requer atenção especial por parte do médico oftalmologista.
Miopia
Visão Normal Visão Míope
Hipermetropia
É um defeito refractivo caracterizado por dificuldade de visão ao perto. O trabalho mais minucioso ou a leitura aumentam a exigência de focagem, provocando fadiga ocular e até dores de cabeça. Pode ser a causa do mau aproveitamento escolar de uma criança.

Um olho hipermetrope é, habitualmente, menor do que o normal. A "resistência" à hipermetropia diminui com a idade.
Hipermetropia
Visão Normal Hipermetropia
Astigmatismo
Corresponde a uma qualidade visual desigual consoante o eixo visual em causa. Resulta, na maioria dos casos, de uma curvatura desigual da córnea, provocando uma visão distorcida. Pode ocorrer isoladamente ou associado aos outros defeitos refractivo.
Astigmatismo
Visão Normal

Astigmatismo


Presbiopia (ou vista cansada)
Dificuldade de visão ao perto, que é, normalmente, sentida por volta dos 45 anos. Deve-se à perda da elasticidade progressiva do cristalino fruto da idade.
Presbiopia
Visão Normal Presbiopia

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O que é a Cegueira?

A cegueira é a falta do sentido da visão. A cegueira pode ser total ou parcial; existem vários tipos de cegueira dependendo do grau e tipo de perda de visão, como a visão reduzida, a cegueira parcial (de um olho) ou o daltonismo. Tipos de cegueira A cegueira classifica-se dependendo de onde se tenha produzido o dano que impede a visão. Este pode ser: Nas estruturas transparentes do olho, como as cataratas e a opacidade da córnea. Na retina, como a degeneração macular e a retinose pigmentaria. No nervo óptico, como o glaucoma ou os diabetes. No cérebro.Cegueira Definição Uma delimitação de deficientes visuais, cegos e portadores de visão subnormal, se dá por duas escalas oftalmológicas: acuidade visual, aquilo que se enxerga a determinada distância e campo visual, a amplitude da área alcançada pela visão. Em 1966 a Organização Mundial de Saúde (OMS) registou 66 diferentes definições de cegueira. Considera-se portador de cegueira aquele cuja visão do melhor olho, após a melhor correcção óptica ou cirúrgica, varia de zero a um décimo (escala opto métrica de Snellen), ou quando tem o campo visual reduzido a um ângulo menor que 20 graus. Para entender-se melhor o que significa um décimo de acuidade visual, podemos esclarecer isso dizendo que o indivíduo portador dessa limitação enxerga apenas a uma distância de 20m. Existe a cegueira parcial (conhecida como legal, economia ou profissional) e nessa categoria estão os indivíduos apenas capazes de contar dedos a pouca distância e os que só vêem vultos. Próximos da cegueira total estão os indivíduos que só têm percepção e projecção de luminosidade. No primeiro caso, há apenas a distinção entre claro e escuro e no segundo (projecção) o indivíduo é capaz de identificar a direcção de onde vem a luz. A cegueira total (amaurose) pressupõe completa perda de visão. A visão é totalmente nula, ou seja, nem a percepção luminosa está presente e em oftalmologia isso significa visão zero. Uma pessoa é considerada cega se corresponde a um dos critérios técnicos a seguir: visão corrigida do melhor dos seus olhos é de 20/200 ou menos, isto é, se pode ver a 6m, o que uma pessoa de visão normal pode ver a 60 metros. Os indivíduos podem ter cegueira de nascença ou adquirida ao longo da vida. É freqüente imaginar que toda pessoa portadora de cegueira nasceu com tal problema visual, porém muitos são os casos de pessoas que adquiriram a cegueira. Eis aí uma diferença que se observa para habilidades dos portadores de cegueira.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

VISÃO

ANATOMIA DO OLHO

Imagem: CRUZ, Daniel.O Corpo Humano. São Paulo, Ed. Ática, 2000.

Os globos oculares estão alojados dentro de cavidades ósseas denominadas órbitas, compostas de partes dos ossos frontal, maxilar, zigomático, esfenóide, etmóide, lacrimal e palatino. Ao globo ocular encontram-se associadas estruturas acessórias: pálpebras, supercílios (sobrancelhas), conjuntiva, músculos e aparelho lacrimal.

Cada globo ocular compõe-se de três túnicas e de quatro meios transparentes:

Túnicas:

1- túnica fibrosa externa: esclerótica (branco do olho). Túnica resistente de tecido fibroso e elástico que envolve externamente o olho (globo ocular) A maior parte da esclerótica é opaca e chama-se esclera, onde estão inseridos os músculos extra-oculares que movem os globos oculares, dirigindo-os a seu objetivo visual. A parte anterior da esclerótica chama-se córnea. É transparente e atua como uma lente convergente.

2- túnica intermédia vascular pigmentada: úvea. Compreende a coróide, o corpo ciliar e a íris. A coróide está situada abaixo da esclerótica e é intensamente pigmentada. Esses pigmentos absorvem a luz que chega à retina, evitando sua reflexão. Acha-se intensamente vascularizada e tem a função de nutrir a retina.

Possui uma estrutura muscular de cor variável – a íris, a qual é dotada de um orifício central cujo diâmetro varia, de acordo com a iluminação do ambiente – a pupila.

A coróide une-se na parte anterior do olho ao corpo ciliar, estrutura formada por musculatura lisa e que envolve o cristalino, modificando sua forma.

Na penumbra (acima) a pupila se dilata; na claridade (abaixo), ela se contrai.

Em ambientes mal iluminados, por ação do sistema nervoso simpático, o diâmetro da pupila aumenta e permite a entrada de maior quantidade de luz. Em locais muito claros, a ação do sistema nervoso parassimpático acarreta diminuição do diâmetro da pupila e da entrada de luz. Esse mecanismo evita o ofuscamento e impede que a luz em excesso lese as delicadas células fotossensíveis da retina.

3- túnica interna nervosa: retina. É a membrana mais interna e está debaixo da coróide. É composta por várias camadas celulares, designadas de acordo com sua relação ao centro do globo ocular. A camada mais interna, denominada camada de células ganglionares, contém os corpos celulares das células ganglionares, única fonte de sinais de saída da retina, que projeta axônios através do nervo óptico. Na retina encontram-se dois tipos de células fotossensíveis: os cones e os bastonetes. Quando excitados pela energia luminosa, estimulam as células nervosas adjacentes, gerando um impulso nervoso que se propaga pelo nervo óptico.

A imagem fornecida pelos cones é mais nítida e mais rica em detalhes. Há três tipos de cones: um que se excita com luz vermelha, outro com luz verde e o terceiro, com luz azul. São os cones as células capazes de distinguir cores.

Os bastonetes não têm poder de resolução visual tão bom, mas são mais sensíveis à luz que os cones. Em situações de pouca luminosidade, a visão passa a depender exclusivamente dos bastonetes. É a chamada visão noturna ou visão de penumbra. Nos bastonetes existe uma substância sensível à luz – a rodopsina – produzida a partir da vitamina A. A deficiência alimentar dessa vitamina leva à cegueira noturna e à xeroftalmia (provoca ressecamento da córnea, que fica opaca e espessa, podendo levar à cegueira irreversível).

Há duas regiões especiais na retina: a fovea centralis (ou fóvea ou mancha amarela) e o ponto cego. A fóvea está no eixo óptico do olho, em que se projeta a imagem do objeto focalizado, e a imagem que nela se forma tem grande nitidez. É a região da retina mais altamente especializada para a visão de alta resolução. A fóvea contém apenas cones e permite que a luz atinja os fotorreceptores sem passar pelas demais camadas da retina, maximizando a acuidade visual.

Acuidade visual

A capacidade do olho de distinguir entre dois pontos próximos é chamada acuidade visual, a qual depende de diversos fatores, em especial do espaçamento dos fotorreceptores na retina e da precisão da refração do olho.

Os cones são encontrados principalmente na retina central, em um raio de 10 graus a partir da fóvea. Os bastonetes, ausentes na fóvea, são encontrados principalmente na retina periférica, porém transmitem informação diretamente para as células ganglionares.

No fundo do olho está o ponto cego, insensível a luz. No ponto cego não há cones nem bastonetes. Do ponto cego, emergem o nervo óptico e os vasos sangüíneos da retina.

Meios transparentes:

- Córnea: porção transparente da túnica externa (esclerótica); é circular no seu contorno e de espessura uniforme. Sua superfície é lubrificada pela lágrima, secretada pelas glândulas lacrimais e drenada para a cavidade nasal através de um orifício existente no canto interno do olho.

- humor aquoso: fluido aquoso que se situa entre a córnea e o cristalino, preenchendo a câmara anterior do olho.

- cristalino: lente biconvexa coberta por uma membrana transparente. Situa-se atrás da pupila e e orienta a passagem da luz até a retina. Também divide o interior do olho em dois compartimentos contendo fluidos ligeiramente diferentes: (1) a câmara anterior, preenchida pelo humor aquoso e (2) a câmara posterior, preenchida pelo humor vítreo. Pode ficar mais delgado ou mais espesso, porque é preso ao músculo ciliar, que pode torna-lo mais delgado ou mais curvo. Essas mudanças de forma ocorrem para desviar os raios luminosos na direção da mancha amarela. O cristalino fica mais espesso para a visão de objetos próximos e, mais delgado para a visão de objetos mais distantes, permitindo que nossos olhos ajustem o foco para diferentes distâncias visuais. A essa propriedade do cristalino dá-se o nome de acomodação visual. Com o envelhecimento, o cristalino pode perder a transparência normal, tornando-se opaco, ao que chamamos catarata.

- humor vítreo: fluido mais viscoso e gelatinoso que se situa entre o cristalino e a retina, preenchendo a câmara posterior do olho. Sua pressão mantém o globo ocular esférico.

Como já mencionado anteriormente, o globo ocular apresenta, ainda, anexos: as pálpebras, os cílios, as sobrancelhas ou supercílios, as glândulas lacrimais e os músculos oculares.

As pálpebras são duas dobras de pele revestidas internamente por uma membrana chamada conjuntiva. Servem para proteger os olhos e espalhar sobre eles o líquido que conhecemos como lágrima. Os cílios ou pestanas impedem a entrada de poeira e de excesso de luz nos olhos, e as sobrancelhas impedem que o suor da testa entre neles. As glândulas lacrimais produzem lágrimas continuamente. Esse líquido, espalhado pelos movimentos das pálpebras, lava e lubrifica o olho. Quando choramos, o excesso de líquido desce pelo canal lacrimal e é despejado nas fossas nasais, em direção ao exterior do nariz.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O que é o Arco Íris?


Arco íris, um fenómeno óptico

O arco-íris é um fenómeno óptico que se forma em razão da separação das cores que formam a luz solar. Ele pode ser observado sempre que existirem gotículas de água suspensas na atmosfera e a luz solar estiver brilhando acima do observador em baixa altitude ou ângulo, ou seja, ele pode acontecer durante ou após uma chuva. Esse acontecimento ocorre em razão da dispersão da luz.

Dispersão é o fenómeno que causa a separação de uma onda em vários componentes espectrais.

A luz do sol é uma onda de luz branca formada por várias cores, quando essa luz incide sobre uma gota de água os raios luminosos penetram nela e são refractados, sofrendo assim a dispersão. O feixe de luz colorido, dentro da gota, é reflectido sobre a superfície interna da mesma e sofre novo processo de refratacção, motivo que provoca a separação das cores que um observador consegue ver. É evidente que essa dispersão ocorre com todas as gotas de água que estiverem na superfície recebendo a luz proveniente do Sol.

O arco-íris não existe, trata-se de uma ilusão de óptica cuja visualização depende da posição relativa do observador. É importante salientar que todas as gotas de água refratam e refletem a luz da mesma forma, no entanto, apenas algumas cores resultantes desse processo é que são captadas pelos olhos do observador.